Arquivo por Categorias: Eficiência Energética

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Isolamento de caixa de estore / persiana

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De forma a termos uma maior protecção térmica, acústica e solar, em muitos casos é necessário acrescentarmos uma solução complementar às nossas janelas. Para um óptimo desempenho e máxima eficiência não basta ter janelas eficientes. Não nos podemos esquecer de elementos como os estores e as caixas de estores associados às janelas. Para além destas soluções, também existentes as portadas interiores, exteriores e brisas solares, entre outras.

evidentes perdas de ar climatizado, e ganhos indesejados de ar quente ou frio por via de orifícios ou aberturas associadas às caixas ou às estruturas adjacentes; em períodos de vento forte isso é particularmente perceptível. 

Mas há sobretudo que ter em conta as perdas e ganhos de calor por transmissão térmica, ou seja, por via dos próprios materiais da caixa e dos estores. As caixas podem ser verdadeiras pontes térmicas, no topo das janelas.

Este último tipo de ganhos e perdas térmicas – por via das caixas das persianas – interliga-se às infiltrações e às perdas de ar, e são um ponto crucial. Resolver o problema dos ganhos e perdas térmicas a nível das caixas de estore equivale a resolver também o problema das pequenas infiltrações ou fugas de ar.

Tenha-as em atenção. O seu conforto térmico e as suas facturas de energia podem estar a ser muito mais afectados do que imagina. São pormenores que podem ser corrigidos sem grandes custos a nível da fase de construção, mas normalmente mais difíceis ou mais dispendiosos de corrigir em fase posterior.

Caixa De Estores Exteriores

Caixas de estores exteriores, isto é, colocadas no exterior do edifício, no topo das janelas, correspondem a um desenho termicamente eficiente, que elimina os problemas térmicos levantados pelas caixas incorporadas na estrutura das paredes.

É uma opção a considerar em nova construção, com alguns inconvenientes óbvios: a caixa e o rolo dos estores e os seus componentes ficam mais expostos aos elementos, com os problemas que daí podem advir em termos de durabilidade.

Caixas De Estores No Interior Das Paredes Em Nova Construção

Alguns fabricantes estão a oferecer caixas pré-fabricadas em poliestireno expandido de alta densidade, ou em materiais equivalentes, convenientemente reforçadas, com tampas de fecho igualmente isolantes. É uma opção barata em nova construção, para além de não levantar problemas de durabilidade e de ser eficiente energeticamente.

Construção Existente

Começa também a aparecer oferta de telas e mecanismos de isolamento térmico a associar aos estores e às caixas de persianas dos edifícios existentes. Essas telas – espumas de polietileno ou outros materiais com alto valor isolante – podem reduzir significativamente as faturas energéticas associadas aos estores e às suas caixas e podem pagar-se a si mesmas no primeiro ano de utilização. Ver este filme do Minuto Verde sobre esta matéria.

*Artigo retirado do website guiacasaeficiente.pt

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Dicas para poupar no aquecimento

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Quando chega o frio, os sistemas de aquecimento são um dos principais gastos adicionais nas contas das famílias. Com este artigo pretendemos dar-lhe algumas dicas que irão ajudá-lo(a) a poupar em aquecimento, a curto e a longo prazo.

Ao contrário do que normalmente pensamos, reduzir os gastos energéticos não se resume a comprar um aparelho de aquecimento que consuma menos energia. Trata-se, sim, de tornar as nossas habitações mais eficientes energeticamente.

Da mesma forma, tornar a nossa casa mais eficiente não passa apenas por colocar um aparelho de ar condicionado, por exemplo. É necessário, por vezes, resolver problemas estruturais do imóvel e avaliar um conjunto de factores. Verificar portas e janelas, perceber onde estão a ocorrer perdas de calor ou utilizar cortinados ideais são apenas algumas factores que deverá ter em consideração.

Abaixo procurámos apresentar-lhe algumas dicas inteligentes que vão ajudá-lo a poupar em aquecimento, tendo em conta se a solução que pretende é a curto ou a longo prazo, bem como o orçamento que tem disponível.

Soluções de poupança a longo prazo. 
Comece de fora para dentro.

 

Janelas eficientes

Em Portugal, a construção é ainda deficiente em termos de isolamento térmico, o que faz com que uma parte significativa da energia gasta nas casas com a climatização dos espaços seja perdida por janelas de má qualidade.

Além disso, Portugal está entre os países europeus com maior taxa de mortalidade nos picos do verão e do inverno, por causa das temperaturas extremas. Optar por uma janela eficiente é uma forma de poupança energética e, acima de tudo, ambiental. Também é uma questão de conforto e de saúde.

Luz e ar fresco a entrarem pelas janelas criam ambientes de conforto. Mas as janelas também podem representar constantes transferências indesejadas e não controladas de energia entre e o interior e o exterior da casa.

A maior parte das janelas em Portugal são em vidro simples, de fraca qualidade, na sua maioria de classe energética F ou inferior. Trocar as janelas velhas ou ineficientes por janelas eficientes com etiqueta energética é um investimento que pode reaver no prazo útil de vida das janelas. Ao longo do tempo, gasta menos energia e poupa o ambiente, a saúde e a carteira.

A forma mais eficaz de combater o problema de janelas pouco eficientes passa por as renovar, substituindo as antigas e ineficientes por umas novas, melhores do ponto de vista energético e capazes de proporcionar um maior conforto de utilização. As janelas substituídas normalmente não só apresentam um maior isolamento acústico e níveis de estanquidade ao ar mais elevados, como também funcionam melhor.

Isolamento da casa com XPS

 

XPS é a abreviatura para Espuma de Poliestireno Extrudido. Esta foi criada a pedido da Marinha dos Estados Unidos da América, em 1941, cujo objetivo inicial era ser um material de flutuação para balsas de salvamento e bóias de sinalização. Depois da II Guerra Mundial, devido às suas ótimas propriedades de isolamento térmico e resistência à água começou a ser aplicado na construção.

Este material deve ser aplicado aquando da construção da casa, podendo ser aplicado depois, mediante a realização de obras de melhoramento. XPS é nada mais do que uma placa de esferovite, colocada junto ao tijolo, nas paredes mais expostas às alterações térmicas.

Numa loja regular uma placa com 125 x 60 x 3 centímetros poderá rondar os 5 euros. Contudo, deverá consultar um especialista e pedir vários orçamentos com o objetivo de comparar, pois este material deve ser aplicado por técnicos capacitados para o efeito.

Isolamento da casa com EPS

 

O ar em repouso é um excelente isolante térmico. A pensar nisso foi criado um material que consiste em 98% de ar em repouso dentro de uma estrutura celular constituída por 2% de matéria sólida, o poliesterano. Dependendo da espessura, este material é mais ou menos resistente à compressão, à flexão e à torção, bem como à absorção da água. Ou seja, quanto mais espessura tiver a placa de EPS, melhor isolamento térmico a casa terá.  No que diz respeito à forma de aplicação, esta faz-se da mesma maneira que as placas de XPS.

Numa loja regular uma placa com 200 x 100 x 2 centímetros, por exemplo, custa cerca de 6.60€. Contudo tal como na aplicação do XPS, esta é uma mera referência, pois terá de contar com os custos de mão de obra e materiais adicionais para a aplicação deste isolamento.

Reduzir a altura do tecto

O calor tem tendência a subir e a dissipar-se em casas muito grandes ou altas. Assim, uma solução que vai ajudá-lo a tornar a sua casa mais eficiente poderá passar por colocar um tecto falso. Para o efeito será necessária uma armação de metal que vai suportar as placas de pladur (ou outro material), que darão forma ao novo tecto. Com a descida do pé direito da casa será mais fácil preservar o calor em baixo, onde nos costumamos mover.

Estores térmicos

Estes são uma opção a ponderar para as suas janelas. Tratam-se de estores que por fora são idênticos aos normais, contudo, no interior, são injetados com poliuretano. Para além do isolamento térmico estes também ajudam no isolamento sonoro e são uma ótima solução a longo prazo, no entanto, não podemos deixar de salientar que este não deve ser um passo isolado. Deverá considerar a janelas como um todo, verificar as juntas dos parapeitos e possíveis rachas na parede, pois se colocar estes estores mas não reparar pequenas falhas, vai continuar a ter perdas significativas de calor. Abaixo damos-lhe algumas soluções para as suas janelas.

 

Soluções para poupar em aquecimento a curto-prazo e que implicam um investimento menor

 

Isolar a caixa do estore

Muitas das perdas de calor que ocorrem nas casas estão associadas a um isolamento deficiente das janelas. Assim, sugerimos que comece por verificar a caixa dos seus estores.

As caixas dos seus estores poderão ser isoladas sem o recurso a obras de remodelação. Existem no mercado diversas lojas de materiais de construção e bricolage onde poderá encontrar espuma adesiva pronta a aplicar, pelo que bastará abrir a caixa do estore e forrá-la de acordo com as instruções. Aconselhamos apenas que verifique as medidas dos estores antes de efetuar qualquer compra.  

Calafetar portas e janelas

Este é um ponto fraco frequente no que diz respeito à eficiência energética das casas, nomeadamente na manutenção do calor dentro de uma determinada divisão. Muitas vezes, as perdas de calor ocorrem através do isolamento das janelas e portas que se foi deteriorando com o tempo, como é o caso das borrachas ou das juntas dos parapeitos. No tipo de lojas acima mencionadas poderá encontrar as mais diversas soluções para calafetar as suas janelas, bem como as portas.

Cortinas de revestimento térmico

São também chamadas de cortinas blackout. Concebidas para a regulação da temperatura das divisões da casa, são feitas de um tecido mais grosso e com ótima durabilidade, o que as torna numa excelente opção, com uma boa relação custo – benefício.

Utilize carpetes e boas mantas

Antes de recorrer aos aquecedores, experimente colocar carpetes nas divisões onde passa mais tempo e utilizar mantas. Este é um velho truque, ainda assim, eficiente no aumento do conforto da casa.

Feche portas onde é propícia a entrada de ar vindo da rua

Por exemplo, a cozinha, por causa da chaminé, ou a casa de banho, por causa dos respiradouros, são divisões muito propícias a perdas de calor. Assim, se não estiver a usar feche-as, por forma a conservar a temperatura das divisões em que passa mais tempo.

E os aquecedores?

Não poderíamos encerrar este tema sem falar na opção de aquecimento mais escolhida pelas famílias portuguesas, os aquecedores.

Estes são uma solução eficaz no momento, mas representam também custos significativos se não forem utilizados com eficiência. Não queremos com isto dizer que os deva deixar de usar, no entanto estes podem ser ainda mais eficazes se tomar as devidas precauções para evitar as perdas de calor. Ou seja, quanto mais eficiente for a sua casa, menos gastará em aquecimento, pois esta será capaz de conservar o calor durante mais tempo.

Neste artigo do Contas Poupança são feitas as contas, que mostram que um aquecedor elétrico com uma potência de 2000W custa em média 40 cêntimos por hora, pois cada KW custa 20 cêntimos por hora. Ou seja, em 10 horas gastará 4 euros e não é difícil chegar lá, basta esquecer-se de desligar o aquecedor uma noite e já gastou essa quantia. Se ligar o aquecedor todos os dias, verá a sua conta aumentar a olhos vistos.

Assim, apresentamos algumas vantagens de desvantagens dos diferentes tipos de equipamento.

 

Termoventilador

  • É leve, fácil de transportar e aquece o ambiente rapidamente;
  • É ruidoso.

Resistência elétricas na parte inferior

  • Silencioso e permite ter bom controlo sob a temperatura da casa;
  • Peso e de grandes dimensões.

Aquecedor a Hologéneo

  • Leve e silencioso;
  • Não possui termostato e é lento a aquecer.

Aquecedor a óleo

  • Silencioso;
  • Lento a aquecer, pesado e grande.

E o ar condicionado?

Instalar ar condicionado em casa também é uma opção e é válida tanto para o Verão como para o Inverno. Para além de aquecer ou arrefecer o ambiente, também tem outras funções que tornam este equipamento num investimento que definitivamente aconselhamos, nomeadamente a função de filtrar o ar e controlar a humidade. Com apenas um aparelho consegue as funcionalidades de três: aquecedor, ventoinha e desumidificador.

Contudo, se tiver disponibilidade financeira e decidir avançar para a compra de um ar condicionado, existem alguns aspectos que deverá ter em conta, nomeadamente: a área do local onde irá colocar o equipamento, qual a posição das janelas e a sua orientação, qual o tipo de isolamento, bem como quantas pessoas utilizam esse espaço. As respostas a estas questões vão determinar as características do equipamento que vai precisar, nomeadamente a potência do mesmo, o que, por consequência, irá influenciar o preço.

Apesar de a longo prazo ser um solução mais rentável, inicialmente implica um investimento significativo que deve considerar, quer pelo preço de aquisição do equipamento, quer por eventuais obras necessárias à sua instalação.

Conclusão

Para concluir devemos reforçar que poupar em aquecimento pode significar investir um pouco mais do apenas em aparelhos de aquecimento, nomeadamente investir em obras que vão tornar a sua casa eficiente nos consumos de energia.

Antes de comprar um aquecedor ou ar condicionado, atente nas dicas acima e faça uma revisão à sua própria casa. De acordo com o budget disponível procure melhorar ao máximo as infraestruturas do imóvel. Este investimento pode parecer pesado inicialmente, mas vai permitir-lhe poupar mais tarde com aquecimento. Se a sua casa conseguir conservar o calor, não precisará de ligar o aquecimento com tanta regularidade ao mesmo tempo que mantém o seu conforto. 

Conhece outros truques para poupar em aquecimento? Queremos definitivamente saber, partilhe connosco!  

  

*Artigos retirados parcialmente dos websites doutorfinancas.pt deco.proteste.pt

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Fundo Ambiental | Aumento da verba

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Programa “Edifícios mais Sustentáveis” esgotou verba de 4,5 Milhões de euros

 

Com uma adesão superior ao expectável, até ao momento já foram submetidas 4.234 candidaturas ao Aviso “Edifícios mais Sustentáveis  2020/2021”, o que previsivelmente esgota a verba de 4,5 milhões de euros, a dotação total para estes apoios.  

Atualmente, já foram pagas 890 candidaturas, o que representa um montante de 1,75 milhões de euros.  

O Ministério do Ambiente e da Ação Climática informa que, atendendo ao seu  sucesso, este programa encerrará no final de dezembro de 2020, garantindo,  porém, que todas as candidaturas submetidas até essa data serão apoiadas  através do Fundo Ambiental, sendo efetuado um reforço de verba, se necessário. As candidaturas serão reabertas no início de março de 2021, contando já com montantes provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência. As despesas em que tenham incorrido os interessados em concorrer, a partir de 1 de janeiro, serão elegíveis ao abrigo do novo programa, razão pela qual deverão guardar as faturas/recibos relacionadas com essas despesas.

Dados | Fundo Ambiental

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Fundo Ambiental 2020 / 2021

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Governo português disponibiliza 4,5 milhões de euros a fundo perdido para tornar edifícios mais sustentáveis

O Ministério do Ambiente vai apoiar em 4,5 milhões de euros obras que visem tornar os edifícios mais sustentáveis e eficientes. Este programa está disponível a partir do dia 7 de Setembro de 2020 e irá decorrer até ao dia 31 de Dezembro de 2021.

Este programa está incluído no Fundo Ambiental e funciona de forma semelhante aos que comparticipam a compra de carros ou outros veículos elétricos, por exemplo.Segundo o ministro João Matos Fernandes, “aquilo que nós estamos a fazer é apoiar em 70% e com limites, item a item, um conjunto de tipologias de projeto que são fundamentais para tornar as nossas casas mais eficientes do ponto de vista energético e não só”, começou por dizer, antes de passar a enumerar algumas das alterações domésticas a que os apoios se vão aplicar. “Estou a falar de janelas mais eficientes — janelas duplas com corte térmico —; estou a falar de isolamento térmico, interior ou exterior, nas próprias habitações; estou a falar da aquisição de equipamentos de aquecimento e arrefecimento das águas sanitárias; estou a falar da instalação de painéis fotovoltaicos para a produção de energia a partir de fontes renováveis.”

Tal como acontece no programa de apoio à aquisição de veículos elétricos, os incentivos irão ser atribuídos por ordem de submissão de candidaturas e a posteriori: é preciso fazer primeiro as obras e só depois, com a fatura, em que devem ser discriminados “os investimentos com o objetivo da eficiência energética”, é que o pedido pode finalmente ser formalizado, “com mais um conjunto de provas, como sejam provas fotográficas, e sempre sujeitando-se a uma eventual inspeção”.

*Artigo retirado parcialmente do website observador.pt

Para mais informações, clique aqui ou entre em contacto connosco através do 255 539 990 ou pelo email monteiros@monteiros.pt. Também pode visitar a página do Fundo Ambiental.


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PVC vs Alumínio

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A escolha da caixilharia para um imóvel é sempre uma decisão complexa e que carece de uma análise e estudo pormenorizado. PVC ou alumínio? Qual a melhor solução? Fique a conhecer as principais características de cada um dos materiais.

PVC

A caixilharia de PVC oferece características inigualáveis na construção de janelas e portas, devido às características do próprio material:

– têm uma boa rigidez, são estáveis e pouco sujeitas a dilatações provocadas pelo calor ambiental;

– são bastante leves, adicionando menos carga ao edifício. A leveza do PVC facilita também a solda dos vários componentes da caixilharia, facilitando o processo de produção;

– o PVC caracteriza-se por ter uma baixa condutividade térmica, o que faz com que as caixilharias de PVC ajudem a minimizar a perda de calor através delas. Isto faz com que funcionem como óptimas isoladoras, ajudando a que a casa se mantenha quente ou fria por mais tempo, e assim diminuindo os gastos energéticos;

– são muito resistentes à corrosão e à degradação por agentes climatéricos e biológicos, como os bolores e os líquenes;

– proporcionam um bom isolamento acústico, contribuindo para a melhoria da vivência da habitação no interior;

– a caixilharia de PVC fica totalmente impermeável, graças ao processo de produção e às características do material;

– o PVC pode ser reciclado;

– as caixilharias de PVC podem ser combinadas com outros materiais para melhorar ainda mais a sua performance, criando modelos híbridos;

– o PVC permite uma grande variedade de acabamentos, desde as cores sólidas às imitações de madeira e acabamentos especiais;

– Estes caixilhos exigem muito pouca manutenção. Aliás, a manutenção da caixilharia PVC é realmente simples, necessitando apenas de efectuar algumas acções prevista pela maioria dos fabricantes, tais como:

Limpeza da sujidade acumulada devido à contaminação ambiental e ao pó
– Lavagem com água e um detergente neutro, que deve incluir as estruturas, as calhas e rodízios (no caso das janelas de correr).
Periodicidade: 3 em 3 meses.

Lubrificação das ferragens e verificação do correcto funcionamento dos mecanismos de fecho e manobra
– Aplicação de pó de talco nas  juntas de estanqueidade (normalmente de EPDM – dimonómero de etileno propileno – ou TPE – elastómero termoplástico) para garantir a manutenção das suas características de flexibilidade e durabilidade.Esta manutenção pode ou não incluir a desmontagem dos componentes.
Periodicidade: anualmente.

Verificação visual para detecção de eventuais perdas de estanquidade dos perfis, ou danos na fixação do envidraçado.
Periodicidade: de 3 em 3 anos.

Apesar das evidentes vantagens, a caixilharia PVC também apresenta alguns pontos negativos, nomeadamente a deformação a temperaturas elevadas, o que faz com que proporcione uma protecção contra o fogo inferior ao de outros materiais, e a rápida evidência de riscos que não podem ser reparados. Também ficam sujas mais depressa porque a poeira e a sujidade podem ser atraídas pela elevada carga estática do material.

ALUMÍNIO

O alumínio é um material já muito conhecido na construção de janelas, mas se está a pensar nos antigos caixilhos de alumínio cinzentos, simples e bastante feios, vai gostar de saber que actualmente já existem soluções de excelência, tanto em características técnicas como estéticas.

O alumínio é um metal, leve, não inflamável, resistente aos choques e às intempéries, que pode ser trabalhado para proporcionar muito boas características às suas janelas.

Apesar de as primeiras janelas com caixilhos de alumínio deixarem muito a desejar em alguns aspectos, que não apenas na estética, actualmente esses problemas são ultrapassados se o fornecedor e instalador forem de qualidade. 

Antes estas janelas apresentavam muito pouco isolamento térmico e acústico, apresentando várias fugas de calor fosse a partir das calhas onde corriam ou pelas junções mal conseguidas. Para resolver essas falhas foram acrescentados complementos para melhorar as suas características técnicas. Assim nasceram as caixilharias de alumínio com corte térmico, constituídas por perfis melhorados pela ligação mecânica dos perfis de alumínio extrudido com barras de poliamida de 24 mm e reforçadas com fibra de vidro. Estes sistemas apresentam várias vantagens, sobretudo em relação às caixilharias de alumínio antigas:

– Menos perda de calor ou frio pelo caixilho e capacidade para receber uma placa de vidro duplo mais espessa e de ter com uma caixa de ar superior, o que faz com que apresentem uma acentuada redução dos custos de climatização;

– Maior capacidade de redução do ruído;

– Diminuição da condensação interior;

– Possibilidade de fabrico de caixilharias bicolores, com cores diferentes no interior e no exterior.

As técnicas de laminagem também se aplicam a este material, pelo que os acabamentos deixaram de ser problema.

CONCLUSÃO

Em jeito de conclusão aconselhamos a que faça uma boa pesquisa de mercado e avalie as vantagens e desvantagens de cada material, e de cada profissional, em relação ao seu caso particular.

A verdade é que numa avaliação alumínio vs pvc, o PVC leva alguma vantagem no que se refere ao desempenho térmico e acústico, à resistência ao elementos e melhor relação qualidade/preço. Já o alumínio permite soluções de maiores dimensões e esteticamente mais interessantes, assim como oferece maior resistência ao fogo.

Fale connosco e teremos todo o prazer em lhe dar aconselhamento técnico e orçamento gratuito.

Qual quer que seja a sua escolha, nós temos a solução!

*Artigo retirado do website homify.pt

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Janelas de Correr vs Janelas de Abrir

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A tipologia a adoptar nas janelas de nossa casa pode ser uma “dor de cabeça”. Hoje em dia, com as diferentes tipologias, materiais e acabamentos, existem imensas possibilidades.

As tipologias mais utilizadas são as de correr e as de abrir (batente e com possibilidade de abertura basculante).

Janelas De Correr | Vantagens

Para além do fácil manuseamento, também exigem pouca manutenção. Como têm poucos componentes, também dão poucos problemas, para além de serem particularmente fáceis de abrir e fechar (principalmente as que correm horizontalmente).

Outras vantagens associadas às janelas de correr: o grau de abertura da janela é grande, o que pode ser importante em estratégias de ventilação; além disso combinam bem com redes mosquiteiras e não ocupam espaço interior. 

Janelas De Correr | Desvantagens

Os seus sistemas de calafetagem propiciam infiltrações e fugas indesejadas de ar quente e frio. Os feltros e as fitas de calafetagem tendem a ficar ineficientes ao fim de pouco tempo (algo que pode ser corrigido por via de novos feltros e fitas). Por outro lado, como não há compressão a nível das componentes das janelas, as fugas e infiltrações de ar são inevitáveis e significativas em climas extremos, ou em períodos de vento.

As janelas tipo guilhotina são normalmente mais difíceis de operar e mais susceptíveis de problemas do que as de correr lateralmente.

Janela De Abrir | Vantagens

As janelas de abrir lateralmente são também fáceis de operar, limpar e manter. O seu sistema de fecho por compressão e dobradiças não levanta problemas significativos.

O desenho das janelas de abrir é o que oferece maior selagem e estanquicidade (proteção em relação a fugas e infiltrações de ar), por via do seu fecho por compressão. É uma vantagem muito significativa sob o ponto de vista térmico.

Outra vantagem: quando desenhadas para abrir para o exterior, podem ser utilizados para deflectir e direccionar brisas para o interior dos edifícios, o que é uma vantagem significativa em estratégias de ventilação natural.

Quando desenhadas com abertura superior ou inferior, podem não ser tão fáceis de operar e manter, embora hajam casos em que esses desenhos possam ser vantajosos.

Janelas De Abrir | Desvantagens

As janelas de abrir podem exigir mais manutenção, por via das suas ferragens, os pontos de fechos e sistemas de compressão e selagem. E o seu desenho não favorece janelas muito grandes ou pesadas, além de requererem e ocuparem espaço quando abertas.

Conclusão

Regra geral, as janelas de abertura lateral (batente/oscilobatente) são a melhor escolha sob o ponto de vista térmico, acústico e mesmo funcional. O seu desenho é o que melhor permite minimizar fugas e infiltrações indesejadas de ar, e o que melhor responde às necessidades de estratégias de ventilação natural por deflexão de brisas.

Não esquecer, de qualquer modo, que a qualidade de uma janela é algo que depende largamente do tipo de materiais utilizados nas suas esquadrias/caixilhos e de pormenores associados aos vidros, espaçadores, películas internas e gás de enchimento. Em suma: há óptimas portas de abertura lateral, e más portas de abertura lateral… Assim como isso também acontece com as janela de correr. O desenho não é tudo, nem é necessariamente o elemento principal. Mas é importante. Caso tenha alguma dúvida/questão, entre em contacto connosco.


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Etiqueta Classe+

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O sistema CLASSE+ para etiquetagem energética de produtos (originalmente designado por SEEP) é uma iniciativa da ADENE – Agência para a Energia para facilitar a escolha de produtos mais eficientes na reabilitação de edifícios.

Em concreto, a etiqueta CLASSE+ visa dar resposta à ausência de etiqueta europeia obrigatória para alguns produtos que afetam o desempenho energético dos edifícios, como janelas, isolamentos, tintas, etc. O objetivo é proporcionar aos consumidores uma referência simples e de fácil interpretação quando procuram soluções energeticamente mais eficientes para estes e outros materiais e soluções com influência no conforto e no consumo energético dos edifícios.

O desempenho energético dos produtos está classificado numa escala de “F” (menos eficiente) a “A+” (mais eficiente), semelhante à etiqueta energética dos eletrodomésticos. Através desta referência à classe energética, é possível ao consumidor estabelecer, desde logo, um requisito mínimo para a eficiência energética da solução que se propõe adquirir, bem como comparar o desempenho entre diferentes propostas que receba.

A etiqueta CLASSE+ não tem custos para o consumidor, permite uma escolha mais informada e promove o conforto e a poupança de energia das famílias, com benefícios para a economia e para o ambiente.

Janelas Eficientes


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Torne a sua casa mais eficiente

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Muito se tem falado sobre energias renováveis e sobre a eficiência energética das nossas habitações. Podemos dotar a nossa casa de todo o tipo de equipamentos eficientes e isso ajuda com certeza a equilibrar a nossa factura energética. No entanto, a sustentabilidade da sua casa passa, inicialmente, pela sua construção.

Um edifício eficiente e sustentável é desenvolvido, em todas as suas fases, dando resposta às necessidades programáticas, adaptado às características ambientais locais, energeticamente eficiente e alcançando facilmente os níveis de conforto com um baixo consumo de energia.

É fundamental que se adapte o edifício às características ambientais locais, sendo que o sol é um dos elementos a considerar já que esta é a principal fonte de energia – térmicos e de iluminação. O sol deve ser o elemento chave a considerar porque o seu aproveitamento poderá implicar um menor consumo energético.

É inevitável também que se tenha em atenção o clima, o vento, a humidade, a temperatura, a radiação, a altitude, as características do terreno, a sua topografia, a vegetação, os recursos e a existência ou não de edificações nas proximidades. Tendo em conta todos estes factores, a construção do edifício deverá influenciar a escolha do sistema construtivo para que as perdas e os ganhos energéticos se compensem.

Os materiais escolhidos devem ser criteriosamente selecionados de modo a que sejam amigos do ambiente, com pouca energia incorporada e é fundamental que se oriente o edifício por forma a que se atenue as trocas térmicas entre interior e exterior. Será também vantajoso desenvolver estratégias passivas para alcançar o conforto interior já que contribuirá para o bom desempenho energético do edifício.

Estas estratégias / sistemas passivos – sem consumo de energia – tiram partido das características climáticas. No entanto, nem sempre os sistemas passivos conseguem dar resposta a todas as necessidades de energia. E, portanto, se houver necessidade de recorrer a sistemas ativos, estes deverão recorrer a fontes de energia renováveis.

A solução apresentada refere um investimento de cerca de 37 mil euros. Utilizando a totalidade destes melhoramentos, poderá contar com uma poupança anual de cerca de 8 mil euros o que, nesta altura, é um valor bastante significativo e que acaba por compensar as constantes subidas da energia. Em média, o investimento começa a ter retorno ao fim de cinco anos e, a partir daí, poderá contar com cerca de 8 mil euros anuais a mais na sua conta.

De salientar que todos estes investimentos poderão ser feitos de forma total ou parcial. No entanto, poderá optar por um crédito pessoal para levar a cabo estes melhoramentos da sua habitação. Desta forma, estará a investir num upgrade, numa poupança efectiva de energia e, ao mesmo tempo, estará a tornar o mundo num local melhor para viver.

São inúmeros os créditos destinados às energias alternativas e com a poupança anual que terá, rapidamente conseguirá fazer um reembolso antecipado do valor total do crédito.

Como melhorar a eficiência energética da sua casa

Janelas

  • Quando falamos em eficiência energética de um edifício, devemos dar bastante importância às superfícies envidraçadas já que estas contribuem de sobremaneira para o conforto interior da habitação.
  • As janelas devem portanto ser estanques à água, permeáveis ao ar e resistentes à ação do vento. É importante que se tenha especial atenção à proteção das janelas através de sombreamento eficiente, pelo lado exterior e interior, quer através de palas como de estores.

Coberturas

  • As coberturas dos edifícios devem responder a algumas exigências, nomeadamente ao nível da segurança, de habitabilidade ou de economia.
  • Devido à sua localização, estão sujeitas a diversas ações ao longo do tempo e a radiação solar, a ação do vento e a presença de água poderão significar alguns danos ou mesmo quebra da eficiência. Daí ser fundamental que se encontrem devidamente impermeabilizadas e termicamente isoladas, evitando o sobreaquecimento no verão e as perdas térmicas no inverno.

Isolamento Térmico

  • Utilizar o isolamento térmico adequado é garantir a mínima perda térmica possível entre o interior e o exterior. Desta forma, o material a utilizar deverá apresentar um baixo índice de condutibilidade térmica e baixa energia incorporada. Assim, deverá sempre optar por isolamentos de aglomerado de cortiça, espuma de poliuretano, lã de rocha, lã de vidro, poliestireno expandido ou poliestireno no extrudido.

Água

  • Regar, lavar automóveis, pátios ou passeios e descargas de autoclismo, são atividades que necessitam utilizar água potável. Para reduzir o consumo de água potável pode aproveitar-se águas dos duches e lavatórios ou pluviais para estes fins.
  • Os sistemas de reutilização de água permitem o regresso ao circuito doméstico de águas usadas, evitando a utilização de água potável para fins desnecessários.
  • Deverá ter em consideração que a água da chuva deverá ser recolhida no telhado sendo que o método mais comum de recolha e conservação é a utilização de reservatórios, as águas cinzentas proveem de qualquer zona da habitação, exceto a sanita, e nunca deve ser recolhida e guardada e as águas negras, provenientes da sanita, nunca devem ser utilizadas no jardim sem tratamento prévio.
  • Ainda dentro do capítulo da água, os banhos e duches representam cerca de 39% do consumo médio diário. Desta forma, se aplicar medidas que reduzam o volume gasto em cada utilização, poderá existir um potencial de poupança significativo. Apesar de ser necessário evitar os banhos de emersão e perder menos tempo nos duches, deverá utilizar um chuveiro específico ou um redutor de caudal.
  • Esta opção permite reduções de consumo na ordem dos 50%, diminuir de sobremaneira a descarga de águas residuais e de energia associada ao aquecimento de água.

Energias renováveis

  • As energias renováveis podem ter diversas aplicações, tais como aquecimento de águas sanitárias, para banhos e máquinas de lavar, aquecimento do ambiente, arrefecimento de ambiente e produção de eletricidade.
  • Desde 1 de julho de 2008 que é obrigatório que em edifícios novos se faça a instalação de sistemas solares térmicos para aquecimento das águas sanitárias. Se estiver a pensar construir uma casa poderá também pensar nesta opção também para a máquina de lavar louça, sendo que existem já alguns modelos no mercado que permitem receber água quente solar.
  • No que toca ao aquecimento ambiente, considere utilizar um sistema misto solar térmico e biomassa (recuperador de calor ou sistema de pellets). Ao beneficiar de duas fontes de energia renovável, acaba por ter duas opções de aquecimento e poderá utilizar uma ou outra dependendo da hora do dia ou da própria necessidade.
  • O sistema solar térmico também será mais vantajosa se conseguir aliar o aquecimento ambiente ao arrefecimento. Faça uma pesquisa sobre estes sistemas e verifique se existe algum ar condicionado a solar térmico que se adeque às suas necessidades.
  • Apesar de não serem renováveis, as bombas de calor geotérmicas também representam uma boa opção para o aquecimento e arrefecimento ambiente já que são bastante eficientes.
  • Se além de tudo isto pretender também produzir energia elétrica e coloca-la à disposição da rede, poderá instalar painéis fotovoltaicos e ou aerogeradores, sendo que o investimento poderá ter retorno de forma mais célere do que o esperado.

 

*Artigo retirado do website portal-energia.com